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| O Mistério Cinematográfico de Sendras Berloni | Espetáculo ganha data de estreia

Com direção de Ines Bushatsky e dramaturgia assinada por Bruno ConradoClara Martins Hermeto e João Mostazo, a encenação se fundamenta na junção das linguagens teatral e cinematográfica, usando recursos de projeção e video mapping, além de utilizar recursos de som e imagem para criar truques, ilusões e efeitos. Ele fica em cartaz de 18 de junho a 3 de julho no Espaço Cultural A Próxima Companhia, no Centro de São Paulo.

O conceito do falso dominou as discussões contemporâneas, com o crescimento das fakes news e da realidade virtual. Para explorar esse tema e dividir com o público o resultado de anos de estudo, a Cia. Extemporânea apresenta sua comédia com elementos de terror O Mistério Cinematográfico de Sendras Berloni, em cartaz de 18 de junho a 3 de julho no Espaço Cultural A Próxima Companhia, no Centro de São Paulo.

A pesquisa do grupo já deu origem a duas outras expressões artísticas: o espetáculo online B de Beatriz Silveirae o curta-metragemFalso Filme, ambos de 2021. Para pesquisar os efeitos do falso, a Extemporânea criou o núcleo F de Falso, coordenado pela diretora e pesquisadora Ines Bushatsky, que também estuda o tema em sua pesquisa de doutorado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

Para eles, essa é uma possibilidade de explorar a criatividade artística. “A motivação que nos levou a pesquisar esse tema partiu de uma inquietude em torno do que se convencionou chamar, nos últimos anos, de ‘pós-verdade’. A ideia por trás desse conceito seria a de que, no nosso tempo, a verdade deu lugar a uma série de narrativas sem compromisso com os fatos. O problema dessa maneira um tanto simplista de ver as coisas, para a gente, estava no fato de que o falso também carrega consigo um grande potencial criativo. Os exemplos disso na arte são inúmeros, como os filmes como F for fake, de Orson Welles, e Cidade dos Sonhos, de David Lynch. Essas e outras referências motivaram a gente a enxergar o falso e a falsificação não como problemas a seres resolvidos, mas como dispositivos criativos”, explica a diretora Ines Bushatsky.

Diante das várias possibilidades criativas que o falso proporciona, o grupo resolveu, nesta peça, abordar também os conceitos de duplo e dublê. Na história, quatro personagens investigam o desaparecimento misterioso do dublê Sendras Berloni durante as filmagens do longa-metragemUma Noite Para Não Esquecer, em 1999. Cada um vai tentar trazer o dublê de volta “aos pedaços”, através da evocação de diferentes partes do seu corpo (rosto, voz, alma e joelhos).

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