Cinema, Crítica de Filme

| Assassino Sem Rastro | Crítica

O herói de ação de Liam Neeson apresenta novos sinais de cansaço de fórmula, Assassino Sem Rastro não traz nenhuma novidade ao que conhecemos do ator. Confira a crítica completa.

Liam Neeson consolidou sua carreira em filmes de drama, inclusive tendo uma indicação ao Oscar, mas ele se tornou conhecido do grande público por justamente estrelar longas de ação. Inclusive tivemos quase lançamentos semestrais de seus trabalhos, a pandemia impediu isso. E aqui temos mais uma forma da sua persona de atira primeiro, pergunta depois. 

Em Assassino Sem Rastro Alex Lewis (Liam Neeson) é um assassino experiente na mira do FBI. Quando Alex se recusa a concluir um trabalho para uma organização criminosa, entra em uma missão eletrizante para caçar e matar as pessoas que o contrataram antes que eles ou o agente do FBI Vincent Serra (Guy Pearce) o encontrem primeiro. Em meio a tudo isso, a memória de Alex mostra sinais de esquecimento e confusões sobre o que será ou foi feito.

O longa dirigido por Martin Campbell (A Profissional) traz exatamente o que esperamos do personagem de Liam, com poucos, para não dizer nenhum, espaço para novidades. Novamente temos um assassino profissional que realiza serviços para uma suposta máfia mexicana. 

O roteiro tenta dar alguma humanidade ao protagonista quando ele recusa matar uma jovem imigrante, e por tentar expor a organização a qual ele fez parte durante anos. E como tudo dá errado, os policiais estão sempre um pé atrás e a história é rasa, o longa se arrasta.

A única informação elogiável acaba sendo as cenas de ação, que são bem coreografadas, com cenários de grande produção. E tivesse uma narrativa densa amarrada a isso, seria um grande filme.

A personalidade do personagem de Liam é idêntica aos outros assassinos que ele já protagonizou, basta apenas retirar a perda de memória da equação. Ele continua um especialista em combate e em armas, interessante perceber como em combate ele não tem alterações.

A narrativa tem diversos problemas, seja por trazer uma máfia mexicana para o Texas, e eles estarem caricatos e com os clichês esperados, ou um policial (Pearce) que mais parece saído de um filmes dos anos 80, do que algo que parece atual. O personagem secundário mal influencia a história principal. 

O fato de ter duas línguas não seria um grande infortúnio, se elas não se misturassem em momentos estranhos, como alguém perguntar em inglês e receber a resposta em espanhol, e ficar tudo bem. Inicialmente parecia um detalhe interessante, mas se tornou descartável nos atos em sequência. 

A vilania de Monica Belucci se sustenta melhor do que o protagonismo de Liam, ela tem os objetivos bem explicados e explorados pelos atos da trama, claro que ela acaba recebendo um pouco dos clichês dos secundários, porém seu desenvolvimento é digno de uma vilã forte de filme de ação.

Assassino Sem Rastro serve para apenas espectadores que acompanham a carreira de ação de Liam, para que procura uma ação para se distrair, corra para longe. 

Nota: 1/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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