Cinema, Crítica de Filme

| Top Gun: Maverick | Crítica

Top Gun: Maverick acerta na ação, no tom da sequência e na nostalgia. E mostra (de novo) que Tom Cruise é o astro de ação dos cinemas. Confira a crítica completa

Top Gun: Ases Indomáveis (1986) trouxe Tom Cruise para os grandes filmes, os chamados blockbusters, depois disso vimos a sua figura está ligado mais ao cinema de ação do que ao drama como Nascido em 4 de Julho (1989).

Uma sequência do clássico dos anos 80 era pedida, afinal se com a tecnologia da época era possível se sentir dentro dos caças, imagina décadas depois com os avanços, e com Cruise consolidado e conhecido por realizar diversos feitos em seus filmes. 

Nunca saberemos quais histórias foram pensadas para Maverick foram recusadas, porém o longa dirigido por Joseph Kosinski (Que trabalhou com Tom em Oblivion) é a sequência certa, por justamente balancear a nostalgia, as cenas de ação e trazer os caças para a realidade atual.

Pete ‘Maverick’ Mitchell ficou conhecido por ser um grande piloto, mas por ser rebelde, muito preocupado com seus interesses amorosos fora das pistas, além do trauma de ter perdido Anthony Edwards (Goose) durante o treinamento para ser um Top Gun. Isso o afastou dos holofotes, mas não de estar dentro de um avião. É assim que vemos o personagem novamente, ligado à marinha, mas longe das atividades de um piloto de elite, mas o destino o faria voltar à academia de pilotos.

É raro uma sequência se importar tanto com o filme original, normalmente a novo filme mais se afasta dos elementos originais para justamente construir uma nova história. Maverick até possui isso, mas quem conhecer o original, ou o assisti-lo antes, vai perceber as referências a cada nova cena.

Inclusive a relação com Tom ‘Iceman’ Kazansky (Val Kilmer) cresce e se desenvolve para novos hábitos, agora mais adultos. E trazer Maverick para treinar os novos recrutas, proposta feita pelo agora Almirante, é genérica, mas funciona bem aqui. 

As cenas de treinamento e combate tem a marca de Cruise, os atores que o acompanham no cockpit impressionam pela capacidade de habilidade com os aviões, eles receberam treinamento para isso e o que valeu a cada segundo. Você consegue se sentir próximo a eles, seja pelas câmeras internas ou as tomadas externas. Inclusive eles aprenderam a decolar do porta aviões com os aviões. E existem as cenas que percebemos que não é atuação, e sim os efeitos corporais causados pela força da gravidade.

Lidar com o passado não é figura de linguagem em Top Gun: Maverick, o fato de uma dos recrutas ser o filho de Goose, pode até ser as coincidências do cinema, temos o arco dramático certo entre Tom Cruise e Miles Teller (Whiplash), onde temos os elementos que remetem ao filme anterior e a relação dos dois no presente. E também vemos que Maverick olhou por Rooster durante sua carreira. 

Ambos transmitem uma ótima química que oscila entre emoções e anseios, claro que tudo se resolve como esperamos, com os pontos de viradas genéricos, mas ao menos não há aquela busca pelo sentimentalismo simples, e sim para a construção de novas informações e aproveitar a nostalgia quando necessário. 

Valeu a pena esperar pela sequência de Top Gun, seja pela pandemia que adiou o filme, ou essa busca pela história certa. Maverick conseguiu de novo.

Nota: 4/5

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