Cinema, Crítica de Filme

| A Médium | Crítica

A Médium sabe que assusta mais o espectador, quando entra na cabeça dele e o deixa imaginar. Confira a crítica completa.

Assustar o público é uma tarefa fácil, mas manter o susto e ele fixo na história é o grande desafio. A Médium dirigido por Banjong Pisanthanakun (Espíritos – A Morte está ao Seu Lado). Ao deixar o espectador na história o tempo todo, traz um filme de terror diferente aos cinemas.

O longa é diferente, mas sabe fazer a lição de casa no cinema de terror. A direção entende que elementos clássicos do pseudocumentário precisam aparecer para ajudar na criação de atmosfera. Seja pela narrativa lenta, e os pequenos elementos que são apresentados aos poucos, são suficientes.

A narrativa sobre as práticas xamânicas na Tailândia, é o cenário perfeito para brincar com o que é real ou fantasioso. O diretor entende isso, com a mudança de planos, a câmera tremida e a tentativa de explicar o obscuro em alguns momentos. E mostrar os rituais com didatismo e explicar para o espectador, deixa a história um pouco melhor.

A fotografia também é alinhada com a visão do diretor, ela traz uma atmosfera escura, borrada e profunda. E mesmo quando não há visitas para o terror, há uma apreensão no ar, se estamos vendo algo real ou imaginado, já que ambos mantêm a mesma estrutura.

O filme tem um crescimento elogiável, por abordar a vida de Nim (Sawanee Utoomma), uma xamã da deusa Ba Yan, e o drama familiar que a cerca. E como ele vai aos poucos nos entregando elementos e detalhes fora e dentro da vida da protagonista, estamos com medo e envolvidos sem perceber.

Há claro cenas de horror, mas elas são pequenas e com uma forma detalhista para impressionar. O problema fica nos jump scares que estão espalhados pela trama, e alguns são desnecessários. Pelo menos eles têm um tempo diferente entre eles. O grande clichê de A Medium ficam aqui. 

Estes excessos deixam o filme longo para um longa desse gênero (Mais de duas horas). Ele é imersivo, mas fica cansativo nos seus atos finais, alguns espectadores podem inclusive ficar se perguntando o que mais o longa quer explicar.

Essa mudança de planos e linguagem mostram criatividade do diretor, porém conforme o filme avança, ele acaba não condizente com o que foi colocado inicialmente. Não afeta a qualidade geral do filme, mas havia espaço para outros desfechos e ideias finais.

O terror se tornou um gênero que se desgastou pela grande quantidade de filmes lançados a todo momento. Aqui temos uma grata surpresa, nada de revolucionário, mas cumpre bem sua missão. E quem diria que isso viria do cinema de horror asiático, que também contribuiu para essa informação.

Nota: 4/5

Contato: naoparecemaseserio@gmail.com

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